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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sábado dia 16 de Abril
              
Caminhada pelo Morro do Castelo e Arredores

Valor: 20,00

Ponto de Encontro: Em frente ao Cine Odeon - 14 horas




Guia de Turismo: Fábio Torres

As inscrições devem ocorrer mediante depósito - 

CEF Ag. 0995 Op. 013 Conta Poupança 028162 - 2 

E confirmada pelo e - mail: turismobile@gmail.com ou 983869084


Vagas limitadas! 







Nos tempos do Morro do Castelo


 A cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1565, no bairro da Urca, porém sua história urbanística, começou a ser escrita em 1567, no antigo Morro do Castelo - Centro RJ. Por questões estratégicas e de segurança, o então Governador Estácio de Sá, transferiu cerca de 120 portugueses para o morro, de onde se tinha uma vista privilegiada da Baía de Guanabara. 


  O local era bastante íngreme, e nele surgiu o Colégio dos Jesuítas e uma muralha. Em sua base foi criada a primeira rua da cidade, chamada de Direita (atual Primeiro de Março), que ligava os Morros do Castelo e São Bento. 


O acesso ao morro era feito apenas por uma subida, que nos dias de chuva ficava em péssimo estado. 
O problema só foi resolvido em 1617, após a construção da Ladeira da Misericórdia, a mais antiga do Rio, era famosa pela alegria dos seus moradores, e pelo grande número de videntes, a ponto de Machado de Assis, também conhecido como o "bruxo do Cosme Velho" ser freqüentador da região e dizer que ali estavam as melhores videntes da cidade. 


                                        
  O Morro do Castelo veio abaixo em 1922, restando apenas um pedaço dessa ladeira como testemunho do Rio Antigo.



Em seu lugar surgiu a Esplanada do Castelo formada pelas Avenidas: Presidente Antonio Carlos; Churchill; Franklin Roosevelt; Presidente Wilson; Marechal Câmara; Graça Aranha e Almirante Barroso; entre outras, produzindo uma paisagem nova e moderna, que expandiu-se ao longo de toda a década de 1930, sob inspiração e patrocínio do Estado Novo de Getúlio Vargas, sendo o maior conjunto urbanístico-arquitetônico contínuo de obras Art-Déco da cidade.



O material retirado do desmonte foi utilizado para aterrar a área em frente ao atual Museu Histórico Nacional, e a Praia de Santa Luzia, até alcançar o Obelisco da Avenida Rio Branco e o Aterro da Glória, dando início ao  Aterro do Flamengo e modernização da cidade.



No sábado, dia 16 de Abril, ocorrerá às 14h, uma Caminhada Cultural pela região do Castelo.

Fábio Torres - 98386 9084









quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

TREM , URBANISMO E CULTURA


  Não é difícil deixar de associar o bairro do Engenho de Dentro ao
Estádio Olímpico Nilton Santos (Engenhão), que surgiu para os jogos
Pan - Americanos de 2007. Com a chegada dos jogos olímpicos, a região,
o estádio e o transporte ferroviário, merecidamente estarão em
evidência. Porém, é válido lembrar que o urbanismo do Engenho de
Dentro se deu pela ferrovia e que no local onde esta o Engenhão,
funcionavam as oficinas da extinta Rede Ferroviária Federal S.A.
 Ao lado do estádio, encontra – se desde 1984 o Museu do Trem, no
antigo galpão de pinturas de carros da Estrada de Ferro Pedro II que
após a proclamação da República passou a se chamar Estrada de Ferro
Central do Brasil. O Museu foi tombado pelo IPHAN em 2011, abrigando
em seu galpão um valioso acervo, que vai de mobiliário até
locomotivas, fazendo dele uma referência da memória ferroviária no
país.
  Dentro de inúmeros destaques, podemos citar a presença da primeira
locomotiva do país que veio da Inglaterra, chamada de Baroneza em
homenagem à esposa de Mauá, idealizador do sistema ferroviário no
Brasil (30/04/1854). Os carros eram puxados pela locomotiva e possuíam
nomes de acordo com sua importância, como: o Carro Imperial por ter
servido ao imperador D. Pedro II, o Carro do Rei Alberto adaptado para
servi -lo, quando de sua visita ao Brasil em 1921, vindo da Bélgica e
Carro Presidencial que serviu a Getúlio Vargas na década de 30. Também
é possível ver documentos, peças, placas, sala do chefe da estação,
uniformes, imagens e outras relíquias referentes à ferrovia.
 Ir ao Museu do trem acessando o histórico prédio da Central do
Brasil, embarcando no transporte ferroviário, conhecendo o Estádio
Olímpico e todo o seu entorno, é a uma oportunidade de conhecer o
Urbanismo da Zona Norte com muito romantismo.





Informações de funcionamento do Museu:

Terça a Sexta feira de 10h às 12h e de 13:30h às 16h
Sábados: 13h às 17h
Obs: 0 Museu não abre feriados e domingos
Endereço: Rua Arquias Cordeiro, 1046 Engenho de Dentro RJ
Tel. 2233 7483
O local pode sofrer mudanças. Consulte antes de sair!
Para quem quiser:
No dia 26 de Fevereiro, haverá um guiamento por esse roteiro, saindo
da Central do Brasil. Informações e Inscrições:
www.turismobile.blogspot.com.br  / turismobile@gmail.com / 983869084

Apenas R$ 25,00 - Guiamento e Material

O Valor do transporte e alimentação é por parte de cada participante.

Guia de Turismo e Professor Fábio Torres

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A Vila Inglesa - Paranapiacaba , SP


Paranapiacaba: 'lugar de onde se vê o mar', em tupi-guarani. Num dia claro, esta era a visão que tinham os povos indígenas que passavam por ali, depois de subir a Serra do Mar rumo ao planalto. No século XIX, naquele caminho íngreme utilizado pelos índios, desde os tempos pré-coloniais, seria construída uma estrada de ferro que mudaria a paisagem do interior paulista e ocasionaria a fundação da vila de Paranapiacaba.

O fator preponderante para a construção da Ferrovia Santos-Jundiaí foi a expansão do café, que chegou ao Rio de Janeiro no início do século XIX e logo se espalhou pelo vale do Rio Paraíba. A próxima região ocupada pela cultura cafeeira seria o oeste paulista, já bem no interior do estado. A partir daí, tornou-se urgente encontrar um meio de escoar o café com maior facilidade para o Porto de Santos. O mercado no exterior era certo, mas o produto levava dias de viagem em tropas de muares até o litoral.

Os primeiros estudos para a implantação da ferrovia começaram em 1835, mas foi apenas depois de 1850 que a idéia começou a sair do papel, graças ao espírito empreendedor do Barão de Mauá. Ele encontrou nos ingleses os parceiros ideais para executar o projeto. Além de ter interesses em dinamizar o fluxo de exportação e importação brasileiro, a Inglaterra detinha uma vasta experiência na construção de ferrovias, utilizando a tecnologia da máquina a vapor - algo imprescindível para vencer as dificuldades técnicas impostas pelo desnível de 796 metros entre o topo da serra e o litoral. Em 26 de abril de 1856, a recém-criada empresa inglesa São Paulo Railway Co. recebia, por um decreto imperial, a concessão para a construção e exploração da ferrovia por 90 anos.

As obras tiveram início em 1860, comandadas pelo engenheiro inglês Daniel M. Fox. Dadas as características extremamente íngremes do trecho da serra, optou-se pela adoção do chamado sistema funicular: o percurso foi dividido em quatro planos inclinados, cada um com uma máquina fixa a vapor que tracionava as composições através de cabos de aço.

A vila de Paranapiacaba era inicialmente apenas um acampamento de operários. Depois da inauguração da ferrovia, em 1867, houve a necessidade de se fixar parte deles no local para cuidar da manutenção do sistema. Assim, construiu-se a Estação Alto da Serra, que também foi o primeiro nome dado ao lugarejo. Por causa da sua localização, último ponto antes da descida da serra, a vila começou a ganhar importância. Também nesta época foi fundada, em torno da estação São Bernardo, a futura cidade de Santo André, à qual a vila de Paranapiacaba pertence hoje.

Enquanto isso, a ocupação no interior do estado se consolidava, graças à estrada de ferro. O comércio e a produção agrícola aumentaram significativamente. Em pouco tempo já era preciso duplicar a ferrovia.


A partir de 1896, começaram as obras. Paralelamente aos trabalhos de duplicação, a vila também sofreria modificações. No alto de uma colina, os ingleses construíram a casa do engenheiro-chefe, chamada de Castelinho, de onde toda a movimentação no pátio ferroviário poderia ser observada. Na mesma época, foi erguida a Vila Martim Smith, com casas em estilo inglês, de madeira e telhados em ardósia, para servir de moradia aos funcionários da empresa. Em 1900, o novo sistema de planos inclinados é inaugurado, recebendo o nome de Serra Nova.

Do outro lado da estrada de ferro, a Parte Alta de Paranapiacaba, que não pertencia à companhia, seguia padrões arquitetônicos diversos daqueles da vila inglesa. A área começou a ser ocupada por comerciantes para atender os ferroviários já na década de 1860. Ali também moravam os funcionários aposentados, que não poderiam mais usar as casas cedidas pela empresa.

Até meados da década de 40, os moradores viviam ali como uma grande família. A vila era bem cuidada, com ruas arborizadas e casas pintadas. O clube União Lira Serrano era o centro de uma intensa atividade sócio-cultural: bailes, jogos de salão, competições esportivas, encenações teatrais, exibições de filmes e concertos da Banda Lira. Outro importante ponto de encontro, para fechar um negócio ou conversar sobre política e futebol, era a Estação. Nas noites de sábados e domingos, moços e moças bem alinhados, interessados em namorar, caminhavam pelas plataformas largas, como relata João Ferreira, antigo morador da vila.

Em 1946, termina o período de concessão da São Paulo Railway Co. e todo seu patrimônio é incorporado ao da União. Este fato é apontado pelos antigos moradores como o início da decadência da vila. Com a desativação parcial do sistema funicular, na década de 70, mais um golpe: parte dos funcionários é dispensada ou aposentada e outros são contratados, para cuidar do novo sistema de transposição da serra - a cremalheira-aderência.


Nos anos 1980, depois de várias denúncias na imprensa sobre a deterioração da vila, é criado o Movimento Pró-Paranapiacaba. Em 1986, a Rede Ferroviária entregou restaurados o sistema funicular entre o 4° e o 5° patamares e o Castelinho. No ano seguinte, o núcleo urbano, os equipamentos ferroviários e a área natural de Paranapiacaba foram tombados pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

Viva a Serra do Mar, com a vila e seu ar britânico.

Fonte: Prefeitura de Santo André - SP






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