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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ciclismo: mobilidade e saúde - Rio Verão 2015!

Pouquíssimas localidades no mundo combinam tão bem o seu estilo com um meio de transporte como a bicicleta. Na cidade do Rio de Janeiro e também em todo o estado, centenas de quilômetros de ciclovias e pistas especiais para ciclistas estão a disposição de quem quiser aproveitar e curtir a vida sobre duas rodas, de maneira consciente, saudável e ecologicamente correta.


Fábio Torres
Pedalar com  um belo visual, não tem preço!
 

 

Foto: Dado DJ/Trilhos do Rio

Andar de bicicleta é muito mais do que apenas subir no selim e começar a pedalar. Tido como um dos esportes que movimenta mais músculos e que queima bastante calorias, o ciclismo possui diversas modalidades, cada uma com sua legião de seguidores. Desde a modalidade Mountain Bike até as corridas de estrada (Speed), passando pelas provas no velódromo até um simples passeio noturno, o Rio de Janeiro acolhe e tem suporte para todos os seguidores do esporte.

Se você quer praticar Mountain Bike ou Downhill, os parques da cidade e do estado têm trilhas que possibilitam o treinamento dos atletas, e até competições fechadas, organizadas previamente.
 
Para praticar o Ciclismo de estrada, o estado do Rio de Janeiro tem sua própria volta ciclística desde 2010. O Tour do Rio se firmou como uma prova importante no calendário mundial, e organizada todos os anos, com seus atletas percorrendo centenas de quilômetros, disputando pedal a pedal uma boa colocação, e desfrutando paisagens exuberantes, desde o litoral até a serra.
 
Para os Jogos Panamericanos de 2007, foi construído um velódromo na zona oeste da cidade, onde importantes atletas mundiais competiram em busca de uma medalha. Hoje o velódromo encontra-se com escolinhas de ciclismo, e aberto ao treinamento dos atletas da Confederação Brasileira de Ciclismo, com vistas ao sucesso nas Olimpíadas de 2016.

Mas se você quiser apenas passear de bicicleta e curtir a paisagem, o Rio de Janeiro é o local ideal ! Quase todas as cidades litorâneas do estado possuem ciclovias em suas praias, o que torna uma simples pedalada um programa imperdível, com lindas paisagens em volta, e uma água de côco no final do passeio, para repôr as energias e se hidratar. Além das faixas litorâneas, várias cidades possuem ciclovias em outros pontos, estimulando a troca do transporte em veículos poluentes e anti-ecológicos por um transporte saudável, relaxante e eficiente, que não enfrenta congestionamentos e não faz mal a saúde física e mental. Nova Iguaçu, Quissamã, Seropédica, Niterói, São Gonçalo são apenas alguns exemplos de cidades que já tem ciclovias, como estímulo para que deixem um pouco de lado os carros e utilizem a bicicleta como meio de transporte para alcançar o trabalho, o curso, a escola, o destino de cada um.

Lembrando que o Metrô-Rio e a Supervia, já permitem o transporte de bicicletas em seus carros (vagões), aos finais de semana. É uma boa oportunidade de conhecer a cidade de um jeito ecologicamente correto, com emissão de poluentes quase zero. Pode ser para visitar um parente em outro bairro, ir ao shopping ou simplesmente conhecer a cidade de uma maneira diferente, tudo isso praticamente sem gastar nada.

Então o que você está esperando ? Pegue sua "magrela" e pedale. Mas não se esqueça da sinalização nas ciclovias e ruas, dos equipamentos de proteção e da manutenção do seu "camêlo". Seguindo todas estas recomendações, você tem tudo para aproveitar sobre duas rodas as belezas e atrações do Rio de Janeiro.


Foto: Dado DJ/Trilhos do Rio

Fique ligado ! Em breve, Turismobile oferecerá passeios ciclísticos ! Portanto, não deixe de nos seguir aqui no blog  para se atualizar e se informar. Até a próxima !

sábado, 6 de dezembro de 2014

Santo Cristo

  A Zona Portuária do Rio vem sendo revitalizada, fato que favorece o resgate da memória local.  A região tem sua história marcada pelos navios, fábricas, revoltas populares e muito samba. O Catolicismo também faz parte daquele pedaço, pois tanto o bairro da Saúde, quanto o Santo Cristo, tiveram seus nomes oriundos de Igrejas do século XVIII e XIX, respectivamente. 
   O Santo Cristo, antes chamado de Saco do São Diogo, por conta conta do chacareiro e Alferes Diogo de Pina, foi povoado por portugueses que desembarcavam no cais do porto e lá se instalavam comercial e residencialmente, surgindo os sobrados dúplex - residência no segundo andar e comércio no térreo.
 O bairro é um dos poucos locais da cidade onde o traçado urbano e as formas de uso residencial trazem, ainda hoje, a autenticidade do momento de sua produção. Seus caminhos sinuosos, suas muitas escadinhas, travessas, becos, adros, escadarias e ladeiras que guardam mais de quatrocentos anos de história e são uma memória viva na identidade carioca.
 A Igreja que nomeu o bairro, fica localizada na praça de Santo Cristo, e é chamada Santo Cristo dos Milagres - nome que provém da imagem do padroeiro trazida dos Açores em Portugal. Contam os mais antigos que navegadores portugueses bateram em uma rocha no meio do mar, mas não naufragaram. Atribuíram o milagre à imagem do Santo que era levada na embarcação. Pela proximidade com o mar, ali foi erguida.
 Entre a Praça do Santo Cristo e a Rodoviária Novo Rio, encontra - se o Morro do Pinto, reduto de muita tranquilidade, historia e belíssimo visual. Seu nome é em homenagem ao antigo morador, comerciante e proprietário das terras - Antônio Pinto Ferreira. Logo em sua subida nos deparamos com a antiga fábrica de chocolates  Bhering (1934), e conforme avançamos  percebemos um clima de interior em pleno Centro do Rio. O visual da cidade vai ficando cada vez mais ampliado, e em sua parte superior, encontra - se a Capela de Nossa Senhora do Montserrat, que é admirada por todos que passam, principalmente pela Avenida Presidente Vargas. 
 Chegando ao mirante no Morro do Pinto, sempre vem aquela pergunta. Estamos mesmo no Centro "nervoso" do Rio? Participe de nossas caminhadas pela região e nos responda!



Fábio Torres
Chaminé da fábrica de chocolates Bhering



Fábio Torres
Casarios



Fábio Torres
Igreja de Santo Cristo dos Milagres - Séc XIX



Fábio Torres
Baía de Guanabara



Fábio Torres
Igreja N S do Montserrat



Fábio Torres
Igreja N S de Montserrat


Fábio Torres
Linha Férrea

 
   

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Santa Teresa

 

 O bucólico bairro de Santa Teresa, tão visitado e admirado pelo seu charme e suas belezas, tem seu nome oriundo do homônimo Convento que surgiu no século XVIII. Antes o local se chamava Morro do Desterro, reduto de escravos que ali se escondiam e praticavam seus rituais. Após a construção religiosa, o local foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da  cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, que ficava no Centro da cidade. Surgiram, então, casarões e mansões inspirados na arquitetura francesa da época. Por conta de seu clima ameno, o bairro recebeu ao longo de toda sua existência muitos imigrantes europeus.
 Por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade, pois era considerada o ponto mais salubre da cidade, por ficar acima do nível do mar.
 Em 1872, surgiria o bonde que se tornou o símbolo do bairro, subindo as Ruas Joaquim Murtinho e Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era tracionado por animais, depois foi dotado de motores e rede elétrica. As cores dos bondes variaram em sua história, tendo sido verde, prata e azul, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores que diziam que o bonde "sumia", se camuflando em meio à vegetação. Em 1896, o Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa), passou a servir como meio de passagem para o transporte, ligando o bairro ao Centro..
 A partir de manifestações organizadas por moradores, os bondes foram tombados, porém desde 2011 não circulam por conta de um trágico acidente que ocorreu sob a concessão do Governo do Estado.
 Santa, como é carinhosamente chamada, é um bairro pitoresco, turístico e cosmopolita, que reúne arte, cultura e gastronomia, além de um belo visual da cidade. Andar por suas curvas e ladeiras, é percorrer em um bairro com clima de cidade do interior. 



Convento de Santa Teresa
Fábio Torres




Bonde de Santa Teresa - Patriomônio Histórico
Fábio Torres


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