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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vista Chinesa e Mesa do Imperador - Heranças do séc. XIX

 Uma homenagem aos chineses e ao Imperador D. Pedro I, realizada na Floresta da Tijuca, atrai moradores, turistas, ciclistas e corredores, aos respectivos mirantes.
A Vista Chinesa, exibe um monumento vazado no estilo oriental, coberta de telhas, que obedece ao desenho de um hexágono, sustentado com colunas e a cabeça de um dragão no topo. Com um belo cenário natural, de lá é possível avistar o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas e as praias de Ipanema e Leblon.
Existem duas versões para o nome do local: a primeira diz que quando D. João VI chegou ao Brasil, decidiu chamar os chineses para o cultivo de chá no Jardim Botânico. Pela proximidade da região, o mirante recebeu esse nome. A outra hipótese, seria por conta da imigração de trabalhadores chineses entre 1855 e 1856, para atuarem na lavoura de arroz no interior do Estado. Mas como grande parte não tinha qualquer experiência no ramo, eles acabaram sendo contratados para atuarem na construção das estradas da Floresta da Tijuca, usando o local como acampamento.
Subindo pela Vista Chinesa, de carro, a pé ou bicicleta, existe um outro mirante conhecido como Mesa do Imperador. O local possui uma vista privilegiada, e era frequentado constantemente por D. Pedro I e a Imperatriz Leopoldina, que curtiam de uma altitude de 487 m, as belezas do Rio de Janeiro ao som dos pássaros e muito ar puro.

  
Construção da Vista Chinesa
                                                                                                                                 Fábio Torres



Cabeça de um dragão
                                                                                                                                 Fábio Torres


Visual do mirante da Vista Chinesa
                                                                                                                                 Fábio Torres



Visual do mirante da Vista Chinesa
                                                                                                                                 Fábio Torres



Visual do mirante da Vista Chinesa
                                                                                                                                 Fábio Torres



O local é frequentado por inúmeras pessoas.
                                                                                                                                 Fábio Torres

  
Placa na Mesa do Imperador
                                                                                                                                 Fábio Torres


Visual da Mesa do Imperador
                                                                                                                                 Fábio Torres



Mesa do Imperador
                                                                                                                                 Fábio Torres
                

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Feira da Providência

 Criada em 1961 a Feira da Providência é considerada um dos principais eventos sociais da cidade, por sua longevidade e pelo público que atrai anualmente. A Feira viu crescer gerações de famílias cariocas que têm com este evento um caso de amor e cumplicidade. Ao longo desses anos transformou os pavilhões do Riocentro em uma viagem cultural pelos hábitos e costumes de estados e países, além de ótimas opções de compras e entretenimento.
 Uma ótima oportunidade para quem busca bons preços e variedade, para as compras do fim de ano.

O Evento ocorrerá do dia 30/ 11 a 04/12, das 12h às 23h.

             Preços:

            R$ 14,00 - Inteira
            R$  7,00  - Meia

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quissamã: Cana de açúcar e muita história

Na região norte-fluminense fica uma pequena cidade, com pouco mais de 20.000 habitantes, que reúne história, modernidade, preservação da natureza e lazer de forma equilibrada e consciente. Com o nome oriundo de uma povoação angolana, a cidade de Quissamã, a 250km da capital, surgiu a partir de terras cedidas a capitães proprietários de engenhos, ainda no século XVII.
Fazenda de Quissaman - Quadro de Louis-Julien Jacottet (1861)
Acervo Biblioteca Nacional

O primeiro local do município a ser ocupado foi a Freguesia do Furado, hoje conhecida como Barra do Furado, importante ponto econômico onde estão instaladas algumas empresas do setor naval e petrolífero, e também muito procurado por veranistas e praticantes de surf, devido ao mar propício à atividade esportiva.
Praia de Barra do Furado, em dia de boas ondas
Foto © site XNatural
Durante o passar dos anos, Quissamã teve seu desenvolvimento devido à criação de gado e as vastas lavouras de cana de açúcar plantadas em seu território. A Usina Engenho Central de Quissamã, hoje desativada, foi a primeira e uma das principais Usinas do Brasil, inaugurada em 1877. Possuía ramal ferroviário próprio de 35 kms, que a ligava à estação Conde de Araruama - na EF Leopoldina, de onde fazia a ligação à capital do estado - à cidade de Campos dos Goytacazes e ao estado do Espírito Santo, entre outros locais. Possuiu iluminação elétrica, antes mesmo da cidade do Rio de Janeiro, e linhas telefônicas que faziam a comunicação entre as fazendas, as respectivas estações ferroviárias, e a Freguezia de Quissamã, onde recentemente foi construída uma réplica da antiga estação ferroviária, atrás do Centro Cultural Sobradinho.

Estação de Sobradinho, inaugurada na data de aniversário de 20 anos de emancipação
Foto © Prefeitura de Quissamã

Passear pela cidade é uma verdadeira viagem no tempo. Muitas construções antigas, algumas ainda do século XVIII estão bem preservadas e conservadas. Destaques:

Igreja Matriz de Quissamã (Nossa Senhora do Desterro), na praça central da cidade
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio
Centro Cultural Sobradinho, onde ocorrem exposições históricas e sessões de cinema gratuitas
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio
Museu Casa de Quissamã, construção de 1826
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio
Casa Mato de Pipa, a construção mais antiga da cidade (1777)
Foto © Prefeitura de Quissamã
Usina Engenho Central de Quissamã, não aberta à visitação
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio

Pôr do sol no Canal Campos-Macaé
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio
Mas não só história respira-se na cidade. Excursões ecológicas são organizadas para percorrer o canal artificial Campos-Macaé, um dos maiores do mundo; e o parque da Restinga de Jurubatiba, importante reserva ecológica. Com um litoral de 40kms, a cidade possui infra-estrutura litorânea, com quiosques e eventos esporádicos. Lagoas costeiras são propícias para pescarias e passeios a pedalinho.

Praia de João Francisco,de águas geladas e revoltas
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio
Lagoa das Garças, próxima à praia de João Francisco
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio

Além de toda esta badalação, a cidade de Quissamã organiza vários eventos em seu parque de exposições, com a presença de muitos artistas. O Carnaval também é bem animado, com desfile de blocos e escolas de samba. A rede hoteleira é modesta mas honesta: várias pousadas hospedam turistas a bom preços, dependendo da temporada. E a cidade possui muitos outros atrativos, na esfera esportiva, histórica e ecológica. Vale a pena conhecer !
Pórtico na entrada da cidade
Foto © Dado DJ / Trilhos do Rio

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